Thursday, July 16, 2009
Wednesday, July 15, 2009
A mídia: uma metamorfose ambulante
“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante”, cantava o roqueiro baiano, Raul Seixas. A mídia como conhecemos passa por transformações diárias. Contudo, em todo o mundo, e mais especificamente, no Brasil, as empresas de mídia não conseguiram se adaptar a metamorfose que os novos tempos preconizavam. Os sistemas de comunicação buscam no livre mercado a sua manutenção. A idéia da mão invisível, tese postulada por Adam Smith, e o capitalismo serviam como cinto de segurança dos sistemas de comunicação – contudo, nem o capitalismo pode deter a força da tecnologia. O teórico da administração, Alvin Toffler, afirmou em seu livro “A terceira onda” (1980) que a economia do século XXI será extremamente dependente da informação. A propriedade intelectual, a posse da informação, será o bem mais precioso na nova economia. Com isso, a questão da mídia e sua relação da sociedade é algo que merece uma maior discussão atualmente. A democratização da mídia é de suma importância para a sociedade como um todo. No entanto, por que essa discussão não é levada à tona? Por que os jornais (TV/rádio/impresso) não discutem com a sociedade sobre isso? As empresas de mídia no Brasil são formadas por oligopólios – Na verdade, são empresas familiares que possuem as concessões de mídia.
A discussão sobre a democratização da mídia ainda é algo incipiente. Na maior parte do tempo se encontra nas páginas de blogs ou sites se propõem em discutir o assunto. Contudo, já é um avanço que a tecnologia proporciona. A internet é a maior revolução da comunicação depois da imprensa – Gutenberg – e o ambiente virtual, a rede digital, possibilita um deslocamento do poder tirânico e ditatorial das empresas privadas, e também do governo, com relação à informação. A manifestação consciente de conteúdos informacionais pode ser feita por qualquer pessoa. Os novos mecanismos digitais forneceram ao usuário/consumidor comum de mídias o poder de produzir seu próprio conteúdo de entretenimento. O fênomeno da web 2.0 possibilitou que sites como o youtube, por exemplo, sejam ferramentas mais populares de entreter e informar, pois há uma relação de proximidade/igualdade entre quem produz e quem consome determinado conteúdo informacional.
A internet é dinâmica, rápida e sempre atualizada. Quer se informar? Saber o que está acontecendo no mundo? Basta acessar qualquer portal de notícias. A internet possibilita uma atualização simultânea de conteúdo - vide a tragédia do vôo 447. Se um determinado fato acontece, sendo ele relevante ou não, quase que instantaneamente ele é posto na rede digital. O ombusdman do jornal “Folha de São Paulo”, em sua coluna diária, escreveu no dia 07 de junho, que o jornal impresso sofre de um mal – o jornal de hoje, na verdade é de ontem. Isso é um exemplo de como as empresas de mídia estão completamente despreparadas para enfrentar a revolução da informação. É dever do governo se manifestar quanto isso. Os nossos vizinhos – Argentina e Venezuela – já estão conduzindo seus processos de democratização e de retirada do poder dos grandes oligopólios de mídia.
Na Argentina, a presidenta Cristina Kirchner enviou ao Congresso o projeto de lei geral de radiodifusão para substituir o decreto-lei 22.285, promulgado pela ditadura militar em 1981 – a lei promete uma revolução na esfera da comunicação. Além da discussão no Congresso, haverá uma campanha de comunicação que deverá estimular o debate público do tema e realçar sua importância para o cotidiano dos argentinos. A principal preocupação do governo argentino é o controle da mídia – eletrônica e/ou impressa –, hoje concentrado nas mãos de uns poucos empresários privados (nacionais e/ou estrangeiros) – o que lhes confere, obviamente, enorme poder (ver abaixo trechos de entrevista de Gabriel Mariotto, interventor do Comité Federal de Radiodifusión). Além disso, ao contrário do Brasil, a Argentina não decidiu ainda sobre o padrão digital que adotará. Também não se decidiu sobre a entrada das teles na distribuição de conteúdo audiovisual. Tudo isso deverá ser regulado previamente por uma nova Lei Geral de Radiodifusão.
O governo venezuelano (leia-se: Hugo Chávez) em abril de 2002, decidiu fortalecer as mídias públicas e comunitárias, formando o chamado Bloco da Imprensa Alternativa. O setor pôde se desenvolver graças a essa política adotada, o que provocou uma raivosa oposição dos setores conservadores, que acusam o governo de atentar contra a liberdade de imprensa, quando acontece exatamente ao contrário.
E o Brasil?
A constituição de 1988 consagrou a liberdade de imprensa como o respeito aos direitos fundamentais do homem, que, através da comunicação coletiva desempenharia o dever de informar e o direito de ser informado. “o acesso à informação pública é um direito inerente à condição de vida em sociedade, que não se pode ser impedido por nenhum interesse”. Será que isso realmente acontece? A democracia se encontra ameaçada por uma mídia cada vez mais concentrada nas mãos de grupos econômicos poderosos, que se postulam com formadores de opinião; alienam o público médio com informações desnecessárias; e não levam informações de interesse público as discussões do dia.
A mídia brasileira, este ano, viu o fim da obrigatoriedade do diploma do jornalismo e mês a mês vê o avanço da tecnologia da televisão digital. A discussão sobre a importância da mídia não dever ser relegada aos teóricos da comunicação, nem deve estar sob o controle das empresas de comunicação. Se a mídia é tão importante, devemos nos perguntar se ela está de fato a serviço da sociedade. Cabe ao governo levar a população esta discussão. Nesta nova realidade que a revolução da informação nos traz, ao olharmos ao redor constatamos que cada pessoa está obviamente cercada, tanto individual como coletivamente, por palavras, idéias e imagens que penetram nossos olhos, nossos ouvidos e nossa mente, quer queiramos ou não e que nos atingem, sem que o saibamos, do mesmo modo que milhares de mensagens enviadas por ondas eletromagnéticas circulam no ar sem que as vejamos e se tornam palavras em um receptor de telefone, ou se tornam imagens na tela de televisão. Para Norberto Bobbio: “O processo de democratização da mídia, portanto, consiste em dar voz a esse receptor, de modo que ele se torne um agente participativo da aldeia comunicacional, interagindo, opinando e sendo convidado a decidir, junto aos emissores, sobre a qualidade dos conteúdos que os meios dispõem. Nessa direção, o conceito de receptor seria rearticulado para consolidar-se como sujeito ativo da comum-ação”.
Cinema e inclusão.
A nossa sociedade se baseia na transmissão de conhecimentos e valores e para aplicá-los na vida de adultos e, desta forma, passar a mensagem às gerações futuras. Este fenômeno social, político, artístico que é o cinema e o audiovisual não pode se negado a ninguém.
É, portanto, difícil que, para quem acredita na formação dos jovens, aceitar que o cinema não esta esteja presente na realidade de um determinado grupo social. Os jovens, de classe qualquer classe social, devem ser condicionados, informados, para que sejam consumidores desta linguagem midiática.
As possibilidades artístico-expressivas do cinema e do audiovisual não são acessíveis às camadas mais jovens das populações com menor poder aquisitivo. Espera-se por parte das entidades de ensino, uma tomada de posição objetiva na defesa dos valores em que se prezem a liberdade de expressão e a liberdade de consumo da arte. O Homem enquanto ser criativo, expressivo, sensível e equilibrado, não pode ser afastado/alijado do entendimento do cinema apenas por não possuir posses. O cinema não deve ser um produto formatado pela televisão – esta mídia é maior que a mídia televisa, não só em tamanho, mas em qualidade visual, intelectual e artística.
Friday, July 10, 2009
Notícias que DEVIAM passar despercebidas
Outra coisa: é impressionante como a rede Globo protege o Ronaldo. Hoje, no jornal nacional, foi noticiado que um dos travestis que se envolveram com o jogador havia morrido. Quando a Fátima Bernardes foi falar a causa, ela até engasgou: coma neurotoxiplasmose síndrome imunodeficiência adquirida”. Poderia dizer simplesmente: "morte em decorrência da aids". Talvez para evitar maiores constrangimentos para o jogador, a globo tenha evitado detalhar o assunto.
Engraçado, meu penúltimo post mostra um vídeo do premier italiano, Silvio Berlusconi , assediando uma policial. Hoje jornais do mundo inteiro mostraram a foto dos presidentes da França e dos EUA "admirando" uma jovem brasileira. Nossos governantes não são mais os mesmos. Como diria o comediante Zé Trindade: "O que é a natureza?"
Tuesday, July 07, 2009
Notícias que passam despercebidas
Ontem as mentiras foram por terra. Os quatro jovens, agora adultos, 03 homens e 01 mulher (Camila Dollabella, prima da vítima) conseguiram sua libertação. Absolvidos das acusações. Mas , apesar da vitória, suas vidas foram destruídas - talvez para sempre.
O interessante é que a imprensa brasileira não aprende com seus erros. E agora, não vão pedir desculpas? Não vão fazer qualquer retratação?

Pelo jeito, não. E ainda reclamam por acharem que o diploma é garantia de qualidade no jornalismo.
Se querem entender melhor o caso. Vejam este artigo
Monday, July 06, 2009
Maratona Michael Jackson
Quem quiser acompanhar virtualmente a cerimônia (neste link) a rede cbs de televisão irá cobrir todo o show-homenagem ao Michael.
Obs: Viram o fantasma do Michael? Não? olhem isso
Friday, July 03, 2009
If it feels good, DO IT!!!
Esta música faz parte do sexto disco da banda canadense SLOAN (Pretty Together).
Um dos melhores refrões do rock.
Thursday, July 02, 2009
Jean Charles
Um filme excelente. Se quer ir ao cinema neste fim de semana, Jean Charles é a melhor opção.
O jornal inglês "The Guardian", em sua versão on-line, dedica uma página sobre o assunto. Muito boa fonte de informação.
GO AQUI
O elenco está muito bom. Selton Mello, apesar de abusar de certos histrionismos, está excelente. Os outros atores também estão ótimos, Vanessa Giácomo e Luis Miranda estão muito bem nos seus papéis e levam bem o filme após o assassinato do Jean.
Donovan - Sunshine Superman

A segunda metade da década de 60 era dominada pela contra-cultura e a estética da psicodelia. Isso pesou durante as gravações - o uso de LSD influenciou em algumas músicas, isso fica claro em "The Trip". Além da psicodelia e dos sons orientais, um outro fator influenciava a música do Donovan. Ele é fascinado pela cultura medieval. Nas gravações do disco também incluiu alguns instrumentos como o oboé e o cravo para evocar essa característica. Essa influência também se extendeu as letras, como em "Legend of a Girl Child Linda" e "Guinevere". Músicas que evocam a beleza das cores da natureza e aos contos de fada tão comuns da época.
Para a gravação de "sunshine superman" muitos músicos foram requisitados. Até os "futuros" led zepellin, Jimmy Page e John Paul Jones, segundo contam, não fosse o Donovan, os dois não se conheceriam - vai saber.
Quando foi lançado chegou ao topo das paradas americana e britânica. Muito do sucesso foi resultado da canção "Season of the witch" a música mais rock do disco. Com uma linha de baixo bem marcada, guitarras preguiçosas e um refrão pegajoso, a música fez enorme sucesso. Talvez seja a música do Donovan que possua mais covers, até o HOLE já regravou. A letra de "Season of the witch" foi inspirada no filme "Night of the Eagle" (A Filha de satã) - Q? - de 1962. Uma curiosidade: O Led Zepellin tocava essa música para passar o som antes dos shows. Uma música que conduzia para uma boa "jam".
Enfim...
Um disco indispensável para quem gosta de folk.


