A primeira estrofe da música "
fireplace",
REM, fala:
"
Crazy,
crazy,
world/
crazy,
crazy,
time"
É um mundo louco o que vivemos. A
internet é a causa disso. Não que ela seja ruim, muito pelo contrário; nós a subestimamos e muito. Ao ler algumas notícias em jornais, blogs e redes sociais mundo digital afora, apesar de muitos estudiosos, pesquisadores e usuários comuns teorizarem e pensarem uma nova dinâmica das
mídias com a explosão da
internet, a sociedade - como um todo - ainda demorá muito tempo para compreender os reais efeitos do mundo virtual/digital na vida
cotidiana.
Nos anos 70 a sociedade era "serva" de uma única
mídia praticamente: a televisão. Com a
internet tudo mudou. Segundo o estudo feito pelas
consultorias Deloitte/
Harrison Group em 5 países (Brasil incluso), as pessoas passam cerca de 82 horas semanais
coletando informação em diversas
mídias. O mais importante: 81% dos entrevistados consideram o computador - a
internet - como maior fonte de
entretenimento. O que mudou? Se até meados dos 80 ano, 90% da população brasileira tinha de esperar o "jornal nacional" para receber informações, hoje com as novas tecnologias, qualquer pessoa é inundada com informações via
internet. Se utilizando para isso o computador e, mais recentemente, o celular.
A
internet é dinâmica, rápida e
atual. Quer se informar? Saber o que está acontecendo no mundo? basta
acessar qualquer portal de notícias. A
internet possibilita uma
atualização simultânea de conteúdo - vide a tragédia do
vôo 447. Se um
determinado fato acontece, sendo ele relevante ou não, quase que
instantaneamente ele é posto na rede digital.
A tecnologia assinou a "
alforria" do consumidor de informação.
Novos mecanismos digitais forneceram ao usuário/consumidor comum de
mídias o poder de produzir seu próprio conteúdo de
entretenimento. O
fênomeno da web 2.0 possibilitou que sites como o
youtube, por exemplo, sejam ferramentas mais populares de entreter e informar, pois há uma relação de proximidade/igualdade entre quem produz e quem consome determinado conteúdo informacional.
Isso é algo que está
preocupando as grandes corporações de
mídia e o governo. Leia o que o ministro das comunicações falou recentemente:
"Essa juventude tem que parar de só ficar pendurada na internet. Tem que assistir mais rádio e televisão", afirmou o ministro em seu discurso, após relembrar a distância entre o faturamento da radiodifusão e das telecomunicações. "O setor de comunicação fatura R$ 110 bilhões por ano. Desse total, somente R$ 1 bilhão é do rádio e R$ 12 bilhões das TVs. O resto vocês sabem muito bem onde está", provocou o responsável pelas comunicações do país.
Eu li aqui
Contudo, o maior embate entre as empresas e a sociedade é em relação a "pirataria digital". Vários países estudam medidas para combater e restringir a prática da "cópia" de conteúdos protegidos por lei
autoral (música, filmes, livros e programas). Recentemente a França aprovou uma lei que cessa o direito de uso da
internet para o usuário que for notificado 3 vezes por copiar e distribuir qualquer um destes tipos de
conteúdo.
E o Brasil não está longe disso. O
projeto de lei do Senador mineiro Eduardo
Azeredo (
PSDB) está em discussão no senado e em breve poderá ser posto em votação. O
projeto de lei obriga a identificação dos usuários da
internet antes de iniciarem qualquer operação que envolva
interatividade, como envio de e-
mails, conversas em salas de bate-papo, criação de blogs, captura de dados. A intenção é punir os criminosos virtuais: roubos e ataque ao sistema financeiro, pedofilia, racismo e etc.
A questão é: a liberdade de uso da
internet será restringida? Ainda teremos nosso direito civil de liberdade de expressão?
Leia aqui o manifesto contra a lei azeredoUma coisa curiosa: Vejam isso
aqui - Descobriu-se que nos servidores do
setor de informática do senado federal havia 80
gigas de jogos, músicas e filmes;
irônico,
né?
Ah, a música
Fireplace está no disco
Document do
REM. Este foi o passo determinante para que a banda de
Athens deixasse de ser apenas uma grande promessa do rock
indie americano e passasse a ter o
status de "
mainstream". E, isso, deveu-se ao sucesso da música
"The one i love".
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